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Como conduzir os desligamentos sem traumas?

11 dezembro 2008 Sem Comentário

Não existem desligamentos sem algum tipo de trauma. O trauma é natural. Sentimentos conflitantes invadem, ao menos, uma das partes interessadas – academia, colaborador, cliente. Portanto, o gestor deve encontrar meios que diminuam este trauma. Do ponto de vista do gestor e do cliente, o desligamento menos traumático é operado às sextas-feiras, também em dias que precedam um feriado. Semanas antes do desligamento, o colaborador substituto deve trabalhar em conjunto com o que será desligado, para que o substituto possa criar laços com os clientes atendidos naquele horário ou aula. Desta maneira, os clientes já terão conhecido o novo colaborador. Do ponto de vista do colaborador, se todos os seus direitos trabalhistas forem observados os traumas serão menores. Mas, o mais importante, é que todo o trâmite de desligamento do colaborador não seja “temperado” por questões pessoais. Manter o equilíbrio, mesmo em situações-limite, fará deste um momento menos tenso.

Nem todos os relacionamentos são para sempre. Infelizmente! Mas já dizia o poeta: “Que seja eterno enquanto dure!”

Assim como no relacionamento amoroso, o vínculo profissional depende de “vontades e desejos”. A manutenção do status quo é refém do querer recíproco. Isso quer dizer que, em um determinado momento, as vontades e necessidades da empresa e do profissional poderão mudar de direção. E, em academia, existe um prazo de validade. É exatamente isso: todo relacionamento profissional vai acabar e devemos estar preparados para isso! Os poucos casos de professores que estão na mesma academia há mais de 15 anos são as exceções que confirmam a regra.

Deparo-me, muitas vezes, com proprietários de academias que me perguntam “por que um professor, que tem as aulas cheias e o salário em dia, de repente resolve sair da academia? Não brigamos, não houve nenhuma proposta que eu não tenha coberto. Por que?” Porque uma hora cansa! Porque em um determinado momento o profissional vê que, depois de tanto tempo fazendo as mesmas coisas, é hora de buscar um desafio diferente. Porque… Porque… Mas o fato é que acaba, e é papel do Gestor Inteligente perceber a curva de motivação de seu profissional, tentar motivá-lo ainda mais, mas se precaver do “Chefe, quero sair!”.
O primeiro passo é se preparar psicologicamente e estrategicamente para o momento do término. Não leve para o lado pessoal e não reaja passionalmente, como se fosse o fim de um relacionamento amoroso. Entenda os motivos que levaram seu colaborador a tomar essa decisão e, caso não entre em conflito com os seus interesses, ajude-o neste momento de transição. E o mais importante: tenha professores preparados para substituí-lo (tema já abordado em edições anteriores).

Observe que trato do caso de um profissional ético e moralmente correto, que não se transferirá para o concorrente na esquina.

O segundo passo é combinar o período de transição, o tempo que você terá para preparar esta troca. Dependendo da forma com a qual você lida com o seu professor demissionário, você ganhará dele um bom prazo para essa transição. Por isso, e mais uma vez: não transforme a saída do professor em motivo de discussão do relacionamento.

Combine que, durante o período do aviso-prévio, o professor substituto dará aula junto do que está de saída. Faça reuniões entre eles para que preparem as aulas e, principalmente, o discurso. Um discurso que deixe claro para todos os alunos que a saída deste professor é bom para o profissional, mas que as portas estarão sempre abertas.

Esteja atento aos rumores dos alunos. Busque conversar com os formadores de opinião, sonde se o professor substituto agrada e, em determinados casos, tenha dois substitutos no processo de transição para ver qual dos dois se encaixa melhor para o perfil da turma. Faça com que os substitutos criem laços de amizades com os alunos e, desta forma, a transição será ainda mais fácil.

Lembre-se: o Relacionamento é a base do sucesso.

Portanto, mais uma vez vale a máxima: que seja eterno enquanto dure. Você pode ter perdido um bom professor e até mesmo um bom amigo. Mas não perca o controle do seu empreendimento.

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