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Eu, cliente de academia: o certo ou o obrigatório?

Recentemente, quando estava à procura de um novo local para treinar, tive uma sequência de boas experiências que me fizeram pensar sobre alguns pontos que na maioria das vezes não nos atentamos.

Primeiro contato

Tudo começou quando liguei para uma academia a fim de saber mais informações e fui exemplarmente atendida. Até aí, tudo bem. Afinal, era uma moça muito educada. Fui então até o local para conhecer. Estacionei o carro e entreguei a chave a um manobrista que me recebeu com um belo sorriso. Pensei: "Que rapaz simpático. Faz seu trabalho com amor".Cheguei à recepção e fui prontamente atendida por um moço, que me direcionou à consultora que me atenderia, uma moça muito educada e atenciosa que me mostrou as dependências e me convidou a fazer uma aula. Já que eu estava lá, por que não fazer? Aceitei. A partir daí, fui levada até o vestiário e ganhei uma pulseira (que ao meu entender indicava que eu era uma visitante, ou seja, um cliente em potencial).

A experiência

Escolhi a aula, fui acompanhada à sala e apresentada ao professor. Sim, apresentada, com nome e sobrenome. Bom, ele me fez algumas perguntas, iniciou a aula e me acompanhou mais de perto em alguns momentos, sempre me lembrando que eu deveria obedecer ao meu limite.Fim da aula, eu quase morta, e certa de que iria embora despercebida. Ledo engano, lá estava o professor na porta da sala despedindo-se de todos e de mim, me chamando pelo meu nome. E não parou por aí, ainda me convidou para a aula seguinte e me informou sobre as do próximo dia. Ok, professor atencioso, dedicado e esperto. Fez com que eu me sentisse especial e acolhida em um ambiente novo para mim.

Me dirigi à recepção, onde fui recebida novamente pela consultora educada e prestativa, que me passou todos os detalhes.Hora de ir embora. A consultora se oferece para retirar a minha pulseira de identificação e me pede o cartão do estacionamento para carimbar e assim garantir uma cortesia pelo dia da minha visita. Perfeito! Fui bem recebida, fiz uma bela aula e ainda não gastei um centavo sequer.Vou pegar o meu carro e lá está o manobrista sorridente. Saí de lá pensando: "Será que se eu voltar sem a tal pulseirinha vão me receber tão bem"?

O certo, o obrigatório e o erro

Conversei com muitas pessoas sobre essa experiência. Cheguei à conclusão de que essas ações não são nada demais. É o básico ser bem atendido, recebido por pessoas educadas e treinadas.O que esta academia está fazendo não é o CERTO, é o OBRIGATÓRIO, e o fazem muito bem. Acontece que as outras é que estão fazendo o ERRADO. Ter uma equipe treinada e bem preparada, desde o manobrista até a gerência, faz parte do negócio, não é um diferencial.

E para refletirmos, deixo a pergunta: Será que a sua academia está fazendo pelo menos o obrigatório muito bem? Porque essas ações podem fazer a diferença para o seu cliente e para suas conversões. Posso dizer, por experiência própria, que para um visitante ou um cliente esses não são meros detalhes. Apesar de serem obrigatórios, são fatores determinantes na hora de decidir se eles voltarão ou não à sua academia. Eu voltei. E tudo foi exatamente igual. Sim, me matriculei. E, mesmo sem a tal pulseira, todos os dias tenho sido recebida da mesma forma. 

Camila Plati, jornalista e gestora de comunicação da 4GOAL

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