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A morte das academias como as conhecemos

Por que as academias, como as conhecemos, estão prestes a morrer?

Nos últimos anos, pudemos observar o surgimento e o crescimento de redes low-cost no Brasil. Neste conceito, essas academias oferecem uma infraestrutura com ambiente moderno, espaço amplo, equipamentos de ponta e automatização de serviços (menor interação humana) a mensalidades abaixo do valor médio que as academias vinham praticando.

Academias tradicionais, conhecidas como “midmarket”, que sempre tiveram seu ticket acima dos R$ 100, resolveram baixar para R$ 49,90 ou R$ 59,90 e entrar na concorrência de preço das low-cost. Quem não baixou o preço, sofreu uma crise de identidade advinda, principalmente, pelo fato de oferecer ou não conseguir comunicar um serviço diferente do modelo low-cost.

Neste momento, o cliente olha para as academias e enxerga como se todas oferecessem o mesmo tipo de serviço. Então, escolhe a mais barata.

Neste texto, não vamos discutir se baixar ou manter preços é certo ou errado. Vamos olhar para frente: como cobrar acima de R$ 100 e não entregar resultados? As microgyms vêm ocupar uma fatia do mercado pouco explorada. Elas entregam EXPERIÊNCIA e prometem RESULTADO, a um investimento, para o cliente final, até mesmo acima de uma “high end”. Nesse modelo, podemos citar os studios exclusivos de bike ou os boxes de treinamento de alta intensidade.

O preço é o problema? 

Preço não é problema. O cliente está disposto a pagar por aquilo que vai lhe gerar um benefício, um resultado.

Neste momento surge, claramente, a polarização. As academias low-cost oferecendo baixo serviço e uma experiência “normal” a um preço baixo, enquanto as microgyms oferecem experiência diferente, serviço melhor orientado e entrega de resultados mais consistentes, tudo isso a um preço alto.

As academias tradicionais, que vendem musculação, “495 modalidades” e “389 aulas por semana” estão à beira do precipício, pregando para o já convertido, disputando os 4,6% de pessoas que praticam atividade física em academias no Brasil.

Convenhamos: para uma boa parcela da população, inclusive para o autor do presente texto, musculação é muito chato! Treinos longos, repetitivos e abaixo da intensidade ideal não são nada agradáveis para o cliente que não gosta de academia.

Nesse cenário, como as academias tradicionais, que oferecem a experiência da low-cost, mas não oferecem os resultados consistentes vão sobreviver? Minha proposta:

MODELO HÍBRIDO.

Agora é o momento das academias pararem de perder clientes e colocar a culpa na crise e na concorrência. É hora de se REINVENTAR. Por isso, listo 5 dicas para quem quer fazer sua empesa renascer no mercado de fitness:

  1. Abra espaço na sala e coloque estações de treinamento que gerem uma experiência diferente. Faça com que a musculação deixe de ser o carro-chefe da academia.
  2. Use a variabilidade que o TREINAMENTO FUNCIONAL oferece e promova treinos divertidos, rápidos e intensos. Certamente isso vai gerar resultados mais rápidos e duradouros, não só no aspecto físico, mas principalmente no aspecto motivacional do cliente.
  3. Lembre-se: o ser humano é tribal e ritualístico, por isso que os treinos coletivos devem se tornar os carros-chefes.
  4. Abandone aquela avaliação física tradicional e obsoleta, que não serve para prescrever treinos. Opte por modelos de avaliação funcional que tenham relação direta com a prescrição dos treinamentos. E garanta que esse cliente faça as reavaliações, afinal de contas, essa é a comprovação de que os treinos estão dando resultados.
  5. Pare de se comunicar com o cliente que gosta de musculação, que talvez nem seja a maioria dos clientes, e se comunique diretamente com aquele que está em casa, precisando praticar atividade física, mas não consegue se enxergar em uma academia. Quantas vezes você ouviu dizer de algum amigo ou familiar: “academia não é pra mim, só tem gente sarada lá!”

Mas faça! Saia na frente dos concorrentes.

Ou então continue assistindo seus clientes irem embora para academias onde obtêm resultados de verdade, ou para onde eles podem pagar metade da mensalidade que a sua academia cobra.

Crie seu diferencial, se reinvente, agregue valor ao seu serviço. Os clientes pagam pelo que você entrega e não pelas promessas.

Por Fernando Tadeu, consultor-sênior 4GOAL

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